terça-feira, 26 de novembro de 2013

      QUISERA SABER-TE MINHA
Quando da noite escura reclamo tua ausência,
 insone a buscar teu desejo,
vagando entre pálidas luzes
 na insolvível loucura deste ansejo.
Busco teu corpo dentro desta insana distância
para não profanar este amanhecer insacro.
 Observo de forma inquisitiva o sol despontar da cama
absoluto em um sonho mal armado.
Meu olhar vagueia por lembranças do passado
em um delírio inflexível que deste sentimento seja
para  Sentir-te minha, mesmo que não a veja.


Luiz Henrique fontes

domingo, 17 de novembro de 2013

O HOMEM E O PÁSSARO
Para Charles Parker

O som leve de um saxofone
como se voasse ao horizonte 
de cores fortes e complexas.

Um homem e um pássaro









































em um pássaro homem  de asas livres
na música que baila como Ícaro
em um Deus semi-mortal.

Um homem e um pássaro


perdem-se no íntimo da música.

A música chega ao climax
na vertigem suspensa 
as asas se expandem no som crescente como uma onda.

Passa breve o longo tempo
e de um subto suave a musica acesa
cessa.

As asas recolhem-se lentamente
a separar  o homem do pássaro 
e o pássaro do homem.

    ACORDA

Você acorda e a corda se estende,
Onde o acordo te aperta
Você corre, mas nada te aceita.

A corda bambeia e a vida se solta,
Acordas de acordo com a forca,
E a corda por te ignorar liberta-te.

Entre acordes de cordas, uma melodia guia tua vida,
e corteja teus sonhos, Controlando teus passos.

A cada salto solto no espaço
Entre o aço e a razão um amor descaído e descalço
Como um pensamento solto no acaso.

Caço palavras, conto contos e perco de ti a visão,
Meu coração a corda toda, pulsa meus sentimentos,
E entre feridas e feras vejo a esfera brilhante dos teus olhos,
E perco-me na palma da minha mão.

Acordas e tudo se dissolve,
Constróis sonhos perdidos
E a pedidos voas pelas cabeças
Estas que se soltam contigo a dançar.
Os olhos se estendem, mas não se entendem,
Assim se desprendem  e voltam a realidade,
Realidade que se realiza em ser a fantasia que vestes.

Bailas entre a minha ficção e a infecção
Que a falta de sonho nos trás.                                                                                                                                                                               


Infectados de amor caminhamos sem parar
Ou sem paradeiro,
terreiro infinito, onde o céu se faz mais límpido
Que o nosso paladar.

Parada não ficas, pois o que te move
 é o equilíbrio ébrio de seres, o oposto em ti.
Hoje o tempo se arrasta entre garrafas
E você apenas ignora o vazio consumido
E o vazio que consomes se expande ate onde te escondes
E eu perco-me na palma da minha mão.


____FOTOESIA____

EU QUE ME APAIXONEI
POR UMA PASSARINHA
OUSADA E POSUDA,
POUSOU NA MINHA JANELA
E COM SUA COR DE CANELA
CANTOU...

ENCANTOU-ME TAL OUSADIA
QUE HÁ DIAS A ESPERO,
EM DESESPERO DE HORAS

ORA, ISSO NÃO É BOM.


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A intenção de criar este blog é de ter um espaço onde eu possa divulgar de forma mais profissional minhas fotografias, pensamentos, e poesias, neste novo blog pretendo que cada fotografia venha seguida de uma poesia ou um pensamento referente a imagem.


       
                                                         


                                                          SOLIDARIEDADE