Para Charles Parker
O som leve de um saxofone
como se voasse ao horizonte
de cores fortes e complexas.
em um pássaro homem de asas livres
na música que baila como Ícaro
em um Deus semi-mortal.
Um homem e um pássaro
perdem-se no íntimo da música.
na vertigem suspensa
as asas se expandem no som crescente como uma onda.
Passa breve o longo tempo
e de um subto suave a musica acesa
cessa.
As asas recolhem-se lentamente
a separar o homem do pássaro
e o pássaro do homem.
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