ACORDA
Você acorda
e a corda se estende,
Onde o
acordo te aperta
Você corre,
mas nada te aceita.
A corda
bambeia e a vida se solta,
Acordas de
acordo com a forca,
E a corda por
te ignorar liberta-te.
Entre
acordes de cordas, uma melodia guia tua vida,
e corteja
teus sonhos, Controlando teus passos.
A cada salto
solto no espaço
Entre o aço
e a razão um amor descaído e descalço
Como um
pensamento solto no acaso.
Caço
palavras, conto contos e perco de ti a visão,
Meu coração a
corda toda, pulsa meus sentimentos,
E entre
feridas e feras vejo a esfera brilhante dos teus olhos,
E perco-me
na palma da minha mão.
Acordas e
tudo se dissolve,
Constróis
sonhos perdidos
E a pedidos
voas pelas cabeças
Estas que se
soltam contigo a dançar.
Os olhos se
estendem, mas não se entendem,
Assim se
desprendem e voltam a realidade,
Realidade que
se realiza em ser a fantasia que vestes.
Bailas entre
a minha ficção e a infecção
Que a falta
de sonho nos trás.
Infectados
de amor caminhamos sem parar
Ou sem
paradeiro,
terreiro
infinito, onde o céu se faz mais límpido
Que o nosso
paladar.
Parada não
ficas, pois o que te move
é o equilíbrio ébrio de seres, o oposto em ti.
Hoje o tempo
se arrasta entre garrafas
E você
apenas ignora o vazio consumido
E o vazio
que consomes se expande ate onde te escondes
E eu perco-me
na palma da minha mão.
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