domingo, 17 de novembro de 2013

    ACORDA

Você acorda e a corda se estende,
Onde o acordo te aperta
Você corre, mas nada te aceita.

A corda bambeia e a vida se solta,
Acordas de acordo com a forca,
E a corda por te ignorar liberta-te.

Entre acordes de cordas, uma melodia guia tua vida,
e corteja teus sonhos, Controlando teus passos.

A cada salto solto no espaço
Entre o aço e a razão um amor descaído e descalço
Como um pensamento solto no acaso.

Caço palavras, conto contos e perco de ti a visão,
Meu coração a corda toda, pulsa meus sentimentos,
E entre feridas e feras vejo a esfera brilhante dos teus olhos,
E perco-me na palma da minha mão.

Acordas e tudo se dissolve,
Constróis sonhos perdidos
E a pedidos voas pelas cabeças
Estas que se soltam contigo a dançar.
Os olhos se estendem, mas não se entendem,
Assim se desprendem  e voltam a realidade,
Realidade que se realiza em ser a fantasia que vestes.

Bailas entre a minha ficção e a infecção
Que a falta de sonho nos trás.                                                                                                                                                                               


Infectados de amor caminhamos sem parar
Ou sem paradeiro,
terreiro infinito, onde o céu se faz mais límpido
Que o nosso paladar.

Parada não ficas, pois o que te move
 é o equilíbrio ébrio de seres, o oposto em ti.
Hoje o tempo se arrasta entre garrafas
E você apenas ignora o vazio consumido
E o vazio que consomes se expande ate onde te escondes
E eu perco-me na palma da minha mão.


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